Ciclismo // Volta transmontana só para quem tem pedalada Por: / Secção: Desporto / 02-06-2008 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
Prova serve de preparação para a 70ª Volta a PortugalCinco etapas com um grau de “dificuldade transmontano”, quatro dias de provas e 78 ciclistas são os números da XXII Volta a Trás-os-Montes em Bicicleta, que vieram confirmar que esta é uma das competições mais duras do circuito nacional. Se na última linha de meta quem ergueu os braços foi o espanhol Eladio Jimenez, no pódio final quem sorriu com a camisola amarela foi o português Nuno Ribeiro.
Pelos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Porto e Guarda, conciliando “descidas vertiginosas” com subidas somente ao alcance de campeões, a Volta Dolce Vita Douro em Bicicleta serviu como um excelente ensaio para a mais aguardada volta em território nacional: a 70ª Volta a Portugal.
No primeiro dia de prova, reservado ao prólogo, nas ruas circundantes ao centro comercial de Vila Real, ficou o aviso do que seria o resto da volta transmontana. Com uma descida acentuada, passagem pelo difícil piso de paralelo e a meta colocada no topo de uma subida, os ciclistas das 11 equipas participantes experimentaram um pouco do que os esperava. O uruguaio Hector Figuera da Fercase/Rota dos Móveis foi o mais forte no percurso de 5 km. Entre Vila Real e Meda, na segunda etapa, o Boavista/Madeinox conseguiu a sua primeira etapa com o polaco Morajko. A 31 de Maio, no terceiro dia de prova que ligou Meda a Chaves, a equipa de xadrez alcançou a segunda vitória em etapas, com o português Tiago Machado a ser superior à concorrência.
As duas últimas etapas ficaram reservadas para o último dia de prova, domingo dia 1. Nuno Ribeiro, da Liberty Seguros, o último português a vencer a Volta a Portugal em Bicicleta conquistou a quarta etapa da volta que ligou a cidade flaviense ao município penaguiota. Na parte da tarde, com partida em Santa Marta de Penaguião e chegada no alto do Alvão, Nuno Ribeiro defendendo a camisola amarela, cortaria a meta em terceiro lugar. O vencedor foi o espanhol Jimenez Fercase/Rota dos Móveis que, apesar do primeiro lugar, ficou a 1m47s de Nuno Ribeiro na luta pela amarela. O vencedor da prova transmontana consegue, assim, um importante impulso para a Volta a Portugal, com início marcado para o próximo dia 17 de Agosto.
Geral Individual
- Nuno Ribeiro (Por) 13:19:48
- Eladio Jimenez (Esp) a 0:01:47
- Gustavo Iglesias (Esp) a 0:01:50
Geral Equipas
- Fercase/Rota dos Móveis 40:00:05
- Liberty Seguros a 0:06:58
Geral Pontos
- Nuno Ribeiro (Por) 77
- Morajko (Pol) 51
- Gustavo Iglesias (Esp) 36
Basílio Angélico, presidente do Clube de Ciclismo de Vila Real
“Desde a etapa mais fácil à mais difícil, o balanço desportivo é muito positivo. Esta é uma das melhores dos últimos anos, contando com melhorias significativas no que diz respeito às questões de segurança e de apoio médico. Apesar de ser umas provas mais duras a nível nacional e mundial, como referiu um dos treinadores, foi muito disputada, acabando a prova entre 65 e 70 ciclistas.” Sobre a possível saída do “mundo do ciclismo”: “As instâncias muitas vezes não reconhecem o esforço que fazemos, pelo contrário, muitas vezes só atrapalham o nosso trabalho. A partir de amanhã (dia 2) vou entrar de férias da Associação de Ciclismo. Como tenho compromisso assumidos para a edição de 2009, ainda deverei manter-me na organização, a não ser que encontre alguém com capacidade para a assumir”.
Nuno Ribeiro (Liberty Seguros), camisola amarela
“É uma volta muito dura, mas um percurso que me é favorável e gosto dele. A equipa esteve muito bem, a fazer um bom trabalho o que me ajudou a manter a camisola amarela. Esta é uma boa preparação para a Volta a Portugal e claro que vai dar ânimo para o resto da época. O mau tempo prejudicou um pouco mas mesmo assim tivemos muito público o que é sempre agradável”
Domingos Madeira Pinto, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real
“A primeira palavra deve ser para a organização, pois está de parabéns com um trabalho fantástico levando o ciclismo a zonas do interior profundo. Estamos disponíveis para se no futuro o Clube de Ciclismo quiser dar um salto maior em termos qualitativos, já que é uma prova boa, mas poderá ser mais e melhor. Nós queremos estar ao lado de quem trabalha e faz coisas boas. O ciclismo é um desporto do povo, ao ar livre e, neste mês, independentemente, das condições climatéricas vemos que há paixão e gosto pela modalidade. Não esquecer o aspecto económico, durante quatro dias provaram as nossas potencialidades gastronómicas e esgotaram a nossa oferta hoteleira.”

1 Comentário
Que as energias não se esgotem e possamos contar consigo mais anos pois a região precisa de si, para também poder elevar ainda mais a cidade de Vila Real.
Obrigado.