Página Inicial | Quinta-Feira, 29 de Julho de 2010

Vila Real // Licenciados não ficam na região Por: Patrícia Posse / Secção: Actual / 02-06-2008 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Patrícia Posse Ascenso Simões
Reitor da UTAD confia que o Parque de Ciência e Tecnologia pode vir a contrariar esta tendência

Só 18 por cento dos licenciados da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) é que se fixam na região. Os dados foram avançados pelo próprio reitor, Mascarenhas Ferreira, à margem do Fórum de Empreendedorismo, Inovação e Competitividade da Região Norte, realizado em Vila Real pela UTAD. Segundo o reitor a instituição de ensino que dirige tem dados “bons exemplos” de inovação e empreendedorismo, sendo disso prova a alta taxa de empregabilidade dos estudantes saídos da UTAD. No entanto, apenas 18 por cento fica na região, facto que o reitor considera “preocupante”. A expectativa de Mascarenhas Ferreira é que o Parque de Ciência e Tecnologia venha aumentar a taxa de fixação para os 30 ou 40 por cento, para assim “dotar a região de recursos humanos qualificados”. O evento, organizado em sessões plenárias e em quatro oficinas empreendedoras, serviu para discutir “ideias” que estimulem a criação de projectos empreendedores que possam fixar mais jovens na região. Para Pedro Carvalho, da UTAD Solutions Consulting, o que interessa é “inovar” e, ao mesmo tempo, “garantir competição apostando nas novas tecnologias”. Esta aposta na criação de empresas de base tecnológica insere-se no aproveitamento da conjuntura actual e segundo Pedro Carvalho pode inserir-se no quadro de apoio para a região de Trás-os-Montes, aproveitando ainda o Parque de Ciência e Tecnologia que vai surgir no final do ano.

Sector Agro-Alimentar e das Florestas são de “capital importância”

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Ascenso Simões, presente no evento, lembrou aos 450 estudantes que assistiam ao Fórum, a importância de apostar nos sectores agro-alimentares e florestal, sectores de “capital importância para o tecido empresarial nacional”. Segundo o responsável, só o sector florestal emprega cerca de 260 mil pessoas e é responsável por quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e 14 por cento do PIB industrial, representando mais de 10 por cento das exportações nacionais. Ascenso Simões identificou ainda como “estratégicas” as fileiras das frutas, flores e hortícolas, azeite, vinho e florestas, porque embora tenham potencial de desenvolvimento, “ainda não atingiram o patamar de competitividade que podem alcançar”. Falta-lhes “dimensão crítica, organização empresarial, qualificação, inovação e aumento de valor acrescentado”, referiu. Na perspectiva do responsável da tutela importa agora, ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), “apostar na melhoria da gestão das explorações e na criação de empreendimentos e emprego”. O secretário de Estado lembrou ainda que o Governo vai promover a instalação de novos empresários privilegiando os mais jovens.

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