Vimioso // Agricultores continuam em fila para actualizar Parcelário Por: / Secção: Actual / 06-03-2010 Imprimir Enviar a um amigo
Presidente da Câmara propôs que a sala passasse para a Loja do Cidadão, de modo a que os agricultores, pelo menos, não tivessem que esperar na ruaMais uma vez, os agricultores de Vimioso protestaram por estarem sujeitos a longas filas de espera, na rua, para poderem actualizar o seu Parcelário agrícola; uma actualização que é necessária para se poderem candidatar às ajudas comunitárias ao sector. Nesta localidade a actualização, que pode demorar horas, é feita apenas por um técnico, que se desloca à vila duas vezes por semana, à segunda e quarta-feira. Segundo Manuel Miranda, responsável centro empresas agrícolas de Vimioso, o técnico, “num dia atende quatro o cinco ou até menos. Tem de se tratar parcela por parcela, só para encontrar os locais no mapa demora muito tempo”, explicou. As filas são uma constante, já desde há algum tempo. No entanto, neste momento existe uma maior urgência em resolver a situação porque o período de candidaturas termina para alguns em 30 de Abril e para o geral a oito de Maio. A Confederação de Agricultores de Portugal (CAP) já tomou uma posição, responsabilizando a Direcção Regional De Agricultura do Norte (DRAN) que não quais entregar parte do trabalho às associações. Este ano, a DRAN entregou salas em Vinhais, S. João da Pesqueira e Miranda do Douro e mais tarde em Torre de Moncorvo e Vila Pouca de Aguiar. Vimioso, local onde há muito as filas são uma constante e muitos agricultores chegam a dormir à porta da Zona Agrária para serem atendidos, não foi contemplado. José Rodrigues, presidente da Câmara Municipal do concelho disse já ter proposto à Direcção Regional de Agricultura que este o gabinete seja transferido para um espaço na Loja do Cidadão, cedendo o município também alguns funcionários para tratar do Parcelário. Também a CAP se comprometeu a colocar lá pessoal, mas, para isso, é necessária autorização da DRAN. Segundo José Rodrigues, o importante é que “o assunto se resolva e os agricultores possam tratar dos pedidos de subsídio a tempo e horas”. E se pudessem tratar dos papeis na Loja do cidadão, pelo menos , “não precisavam de estar à espera de ser atendidos na rua, sujeitos às más condições atmosféricas”, sublinhou o autarca.

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