Bragança // Centro de Quintanilha com falta de pessoal Por: / Secção: Actual / 05-03-2010 Imprimir Enviar a um amigo
O Centro de Cooperação Policial e Aduaneira (CCPA) precisa de mais meios humanos para poder desempenhar operações no terreno. A denúncia partiu do inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Armindo Simões Pires, que assume que a actividade tem sido sobretudo ao nível da troca de informação entre as diferentes forças policiais que integram o CCPA. “Neste momento, aqui em Bragança, ainda não estamos com a vertente operacional a funcionar em pleno. A nossa actividade tem sido apenas, e sobretudo, a troca de informação”, apontou o inspector do SEF. No entender de Armindo Pires, o SEF deveria ser reforçado com mais meios humanos para poder ir para o terreno e “desempenhar outro tipo de actividades”. O CCPA foi criado em Agosto do ano passado e integra elementos das várias forças policiais portuguesas e espanholas (SEF, GNR, PSP, PJ, Policia Aduaneira, Guardia Civil, entre outras). O Governador Civil, Jorge Gomes, assume que a falta de meios humanos é uma “questão de tempo”, até porque está prevista a recolocação de mais agentes no CCPA. “O CCPA está a funcionar com regularidade e normalidade, embora ainda não tenha todos os recursos humanos previsto, mas é uma questão de tempo para que venha a funcionar a 100 por cento”, assumiu Jorge Gomes. A questão foi levantada num debate sobre segurança transfronteiriça, inserido no âmbito das comemorações do Dia da Unidade do comando territorial da GNR de Bragança. Apesar da falta de recursos humanos do lado português, Jorge Gomes considera que não está em causa o funcionamento do CCPA nem a cooperação com o país vizinho. Segundo o Governador, a GNR e o SEF têm elementos no CCPA 24 horas por dia, ao mesmo tempo que as outras forças de segurança estão também presentes em horários definidos. A Policia Judiciaria desloca-se ao local duas vezes por semana e as forças policiais espanholas têm também mantido a sua presença constante.
GNR comemorou Dia da Unidade
A Guarda Nacional Republicana do distrito de Bragança comemorou, pela primeira vez, o Dia da Unidade, assinalando assim reestruturação que transformou o Grupo Territorial em Comando Territorial. Uma cerimónia que, no entender do comandante António Fernandes, serviu também para consolidar as novas directivas decorrentes das alterações de comando, conforme explicou ao Mensageiro. “Inicialmente houve alguns tumultos, o que é normal porque houve alterações de comando e quando há novas directivas as pessoas resistem um pouco. No entanto, actualmente está tudo a trabalhar e a GNR está consolidada”. O comandante aproveitou o momento para reivindicar a integração do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) no comando territorial de Bragança. Actualmente, o GIPS responde directamente ao comando em Lisboa. Mas, o comandante António Fernandes considera que para um melhor aproveitamento destas forças, a coordenação do serviço deveria ser integrada no comando territorial. O comando territorial está também a proceder à criação de equipas fiscais para dar resposta a uma valência que terminou no distrito de Bragança com a reorganização da brigada fiscal. Actualmente, a GNR conta com um efectivo de 650 militares em todo o distrito, excluindo os 45 militares que integram o GIPS. Os meios humanos e materiais são considerados suficientes pelo comandante que garante que a GNR está preparada para responder aos novos desafios que se possam colocar em termos de criminalidade. “O distrito de Bragança é um distrito calmo em termos de criminalidade, mas vão aparecendo novos desafios. O terrorismo é algo complicado mas temos de estar preparados para essas situações”, considerou. A intervenção da GNR de Bragança foi fundamental para o sucesso da operação que levou à detenção de dois terroristas da ETA em Torre de Moncorvo, no mês de Janeiro. Um trabalho desenvolvido em coordenação com as forças espanholas e que vem dar cada vez mais importância à cooperação transfronteiriça, como apontou o comandante que considerou mesmo esta acção como uma das mais importantes realizadas recentemente. As comemorações do Dia da Unidade vão realizar-se todos os anos, em Fevereiro, na cidade de Bragança e em todos os quartéis do distrito. Este ano, a efeméride coincidiu com o Dia de Luto Nacional decretado pelo Governo devido à catástrofe que atingiu a Madeira. Uma coincidência que, no entender do comandante, “em nada afectou o dia de luto nacional” já que se tratou somente de uma cerimónia militar.

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