Página Inicial | Quinta-Feira, 29 de Julho de 2010

Portugal // Poder Central “dos mais miseráveis da Europa” Por: Ana Preto / Secção: Actual / 04-03-2010 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Ana Preto Moraes Machado, presidente da autarquia de Mogadouro
Moraes Machado considera que os municípios têm cumprido o seu papel, mas o poder central de Portugal não fez mais que ostracizar populações do interior

Os agentes de desenvolvimento do interior têm sido os presidentes dos municípios, porque os governos do país “ostracizam as nossas populações”, não investem no interior, não dão incentivos, a nenhum nível, defendeu Moraes Machado, presidente da Câmara Municipal Mogadouro que foi mais longe e classificou os poder central do país como “um dos mais miseráveis da Europa”. “No campo agrícola não pagam absolutamente nada, no campo industrial não promovem nada, nos acessos vamos ver agora se completa, estou convencido que sim”, disse. Curiosamente, a convicção foi manifestada um dia após Paulo Rangel, candidato à liderança do PSD, ter vindo à região dizer que o IC5 e o IP2 não eram “prioridades”. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, o investimento realizado pelas autarquias está feito e é muito difícil ir mais além. O que é necessário é que os Governos promovam a fixação da população, que tem vindo a decrescer a índices alarmantes. “Não há desenvolvimento sem gente. Nós temos que ter gente. Em 1950 tínhamos perto de 20 mil habitantes. Agora temos pouco mais que onze mil”, afirmou, acrescentado que esse desenvolvimento tem de partir, também da iniciativa privada à qual têm de ser dadas as devidas condições. Entre essas condições, as acessibilidades são um exemplo. “Nós temos menos para educar, educamos melhor, com mais condições, dado que damos tudo, desde a alimentação aos livros, às peças de lazer, transportes... Nas grandes cidades não dão”. Contudo, depois de formados, os jovens “vão embora”, porque em Mogadouro, como em outros concelhos, faltam oportunidades, falta emprego. Com esta falta de gente torna-se mais difícil fazer investimentos, a iniciativa privada contrai-se. O turismo, um dos sectores, que ainda não passou das propagadas potencialidades, é um exemplo. Se a amendoeira em flor é considerada um cartaz turístico da região do Douro Superior, nesta altura do ano, Moraes Machado defendeu que nunca existiu turismo da amendoeira, mas “viagens para ver paisagens”. Para o autarca, o que é necessário que os visitantes fiquem, pelo menos uma noite e conheçam outros aspectos da região. Para que isso aconteça, é necessária iniciativa privada à qual a Câmara não deixará de prestar o devido apoio, na medida das suas capacidades.

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1 Comentário Feed

maria · escreveu em 02-04-2010 às 00:31:26
Se fosse pai de Leandro Filipe Pires tratava de limpar a saúde dos criminosos que induziram a criança de 12 anos ao crime de suicidio e também mais alguém a criança devia ao sair do hospital um ano antes ser seguida em psicologia coisa que não foi.
Na escola sabiam o sucedido a não existia vigilância redubrada conforme o necessário.
O hospita não denunciou o Caso à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.
A escola Segura pode vigiar se o entender e puder.
Os amigos também não o protegeram sabendo que lhe faziam mal não o deveriam deixar passer-se pelo espaço criminoso da escola sozinho.
Os Pais pouco instrudidos e pouco protectores não merecem quaqlquer ideminização.
Que Deus dê conforto no céu ao Leandro porque se sentiu só e sem saída para fazer o que fez.
Sinto-me triste porque existem pouca crianças e ainda por cima mal amadas.
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