Página Inicial | Quinta-Feira, 29 de Julho de 2010

Mirandela // Jovem desaparecido no rio Tua Por: Fernando Pires / Secção: Actual / 03-03-2010 · 6 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Existem suspeitas de suicídio causado por episódios de violência de que seria vítima na Escola

Um jovem de 12 anos desapareceu, na passada terça-feira, nas águas do rio Tua, em Mirandela. Leandro Filipe Pires, residente na aldeia de Cedainhos, concelho de Mirandela, frequentava o sexto ano de escolaridade na escola EB 2,3 do Agrupamento Luciano Cordeiro, naquela cidade. À hora de almoço, saiu da escola, na companhia do seu irmão gémeo e mais duas primas, tendo percorrido a ponte açude. Depois desceu para a margem direita do rio, junto o parque de merendas da cidade. Nesse local, despiu-se (a roupa ficou junto ao leito) e entrou na água, tendo sido arrastado pela forte corrente que se fazia sentir, devido ao facto das comportas da ponte estarem abertas. Não são conhecidos os contornos que levaram a esta tragédia, porque existem relatos contraditórios. As crianças que acompanhavam o Leandro revelaram aos pais que o jovem teve um desentendimento na escola com outros alunos e terá dito que “tinha a intenção de se atirar ao rio”, pelo que, na altura em que houve a pausa para almoço, “foram atrás dele a correr. Ainda conseguiram impedir que se atirasse da ponte, mas depois conseguiu novamente fugir e já na margem do rio só já o viram despir-se e cair no rio”, contou uma tia do Leandro. Segundo o que apuremos, essa é também a versão que foi descrita pelas crianças, às autoridades. A avó do Leandro revelou que o seu neto “já foi agredido com violência”, há um ano atrás, por colegas, fora do recinto da escola, e “teve de ser internado”, avançou Zélia Morais. Também uma colega de turma revelou que, de vez em quando, “alguns colegas mais velhos batiam-lhe e passava muitas vezes por mim a chorar. Ele não me contava porque tinha medo que eles voltassem a bater-lhe”, disse Tânia Batista. O director do Agrupamento de Escolas negou a existência de qualquer episódio de violência, mas não esteve disponível para prestar declarações sobre o assunto. Também o presidente da Associação de Pais e encarregados de Educação da escola revelou que não teve qualquer indicação de episódios de violência grave. “Existe alguns casos de empurrões e bofetadas, mas são normais em crianças que são um pouco mais irrequietas”, diz José António Ferreira. A presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Mirandela disse que a criança em causa “não está referenciada na comissão”. Os pais estão a ter acompanhamento psicológico, bem como o irmão gémeo do Leandro e a irmã, de nove anos.

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6 Comentários Feed

leonor · escreveu em 05-03-2010 às 14:21:29
é muito triste esta noticia e penso que os alunos que provocaram esta situação devem ser penalizados pelos seus actos. espero que encontrem o corpo e se for possivel, com vida.
José Rosa · escreveu em 06-03-2010 às 13:50:16
todos nós sabemos que este problema existe nas escolas há muito tempo, por isso todos somos culpados.é um murro no estômago.é preciso agir, porque existem mais leandros...
Carina/Cristiana · escreveu em 08-03-2010 às 17:26:09
E muito triste o que aconteceu, e é ainda mais triste a escola nao agir, pois nesta hora toda a gente quer fugir as responsabilidades... Esses meninos que provocaram esta situação deviam ser muito bem castigados..Querem ser os meninos bonitos ou melhor dizendo os "mauzoes" mas acabam por ser uns tristes. pobres pais e familia de Leandro que tanto estam a sofrer, estupida escola que nao faz nada...enfim
Descança em paz Leandro..
Silva Vieira · escreveu em 10-03-2010 às 11:50:52
Seria de uma grande cobardia, não me debruçar sobre esta triste situação, que em desepero arrastou o Jovem Leandro para o suicidio. Mas o que me repugna é a atitude de uma cambada de incompetente que gozando de uma certa impunidade acobardam-se em fundamentações cuja característica é comum aos incompetente, mediocres e gestores da porcarias, como a Associação de pais desta Escola e dos responsáveis pela Escola, Conselho Executivo. Paz a Tua Alma Leandro e que DEUS conforte os teus Familiares neste momento de dor tristeza e saudade.
paula c.moreira · escreveu em 11-03-2010 às 03:37:06
Nada disto acontecia se houvesse psicólogos nas escolas para detectar e resolver conflitos entre alunos e alunos e alunos e professores .Estão tantos psicólogos no desemprego .Este país é uma vergonha .Não se preocupa com a saúde mental das crianças ..Um psicólogo na escola é fundamental para o aluno desabafar sobre a sua relação com os professores e sobre a sua relação com os colegas ..

.Só estão preocupados em pintar as escolas e pôr aquecimento para as aparências porque acham que é mais importante .Como o caso do professor pedófilo numa outra escola ter sido suspenso e depois voltar a entrar na escola para trabalhar.As escolas não protegem as crianças dos abusadores dos professores quanto mais dos outros alunos
nuno ramos · escreveu em 15-03-2010 às 21:09:17
este incidente tem de acabar num julgamento, todo o caso tem de ser investigado com rigor, o no final todos os suspeitos levados a arguidos cumprirão penas se culpados.

só assim se pode fazer justiça
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