Página Inicial | Quinta-Feira, 29 de Julho de 2010

Entrevista a Rodrigo Leão // "Tenho orgulho nos trabalhos que fiz" Por: Ana Teixeira / Secção: Cultura / 19-02-2010 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Ana Teixeira Rodrigo Leão
Compositor apresentou o disco "A Mãe" no Teatro vila-realense

Um artista que dispensa apresentações, não tivesse ele um vasto currículo, com uma obra musical tão variada e apreciada nos quatro cantos do mundo. Rodrigo Leão actuou em Vila Real e o Mensageiro foi conhecer um pouco mais sobre o compositor português. Nas instalações do Teatro, Rodrigo Leão explicou-nos, com à-vontade, a importância das pessoas que o rodeiam na criação da sua música, a aprendizagem que recebe ao se relacionar com vários artistas internacionais e a caracterização do seu mais recente álbum, "A Mãe". No intervalo dos ensaios, Rodrigo Leão recebeu o Mensageiro para uma viagem discográfica e musical. Começou esta vida de dedicação com trabalhos para o grupo Sétima Legião e, mais tarde, para os Madredeus, dos quais retirou dividendos. “A experiência que vivi levou-me a ser o compositor que sou hoje”, sublinhou Rodrigo Leão, garantindo que muitos dos trabalhos que hoje faz “não estão desligados de todo o percurso”. Recordando as muitas coisas que têm em “comum”, o compositor destacou a formação dos anos 80, o que leva à similitude das “bases”, mas aos distintos “arranjos e instrumentos”. Considerado pelo realizador espanhol Pedro Almodôvar como um dos “mais inspirados compositores do mundo”, Rodrigo Leão confessou que “não é nada fácil” compor uma música. “A melodia não surge quando queremos, por isso, há momentos que temos de aproveitar”, justificou, referindo, com um sorriso, que se sente “quase como uma criança à procura de alguns momentos de inspiração”. Na demanda de um novo som, Rodrigo Leão reforçou a ideia de que tudo o que faz e todas as pessoas com quem convive, desde os músicos, os amigos, a família, as viagens e as pessoas que vai conhecendo, têm um papel determinante na “concretização destes projectos”. “Tudo isto influencia de uma forma que nem eu me apercebo”, relatou. Obras primas, como “As cidades”, “Gente diferente” ou “Vida tão estranha”, foram incluídas nas duas séries de maior sucesso em Portugal, o que, para o artista, pode ter contribuído para “chegar a mais pessoas”. “Portugal – Um Retrato Social”, da RTP, deu-lhe “imenso prazer” em participar e trabalhar com a equipa de produção, mas considerou a série “Equador”, que passou na TVI, “diferente”, porque já tinha um repertório concretizado. “Tenho orgulho nessas coisas que fiz.” Na generalidade, todas as músicas do compositor adquirem influências que vão da música clássica ao pop e ao tango, o que “ajuda a enriquecer o repertório que tento produzir e poder ter colaboradores e músicos de áreas tão distintas”. “Acho que não deve haver limite para aquilo que quero fazer, não só através de convidados, de estilos musicais, como também da própria língua”, adiantou. Em digressão para apresentar o seu último trabalho, “A Mãe”, Rodrigo Leão contou que é um disco com um “lado mais intimista, mas que transmite esperança mesmo tendo alguma melancolia”. É, na sua opinião, o disco que reúne pela primeira vez vozes masculinas, uma orquestra, sendo talvez o “culminar de dois ou três discos”. A saudade e a nostalgia são temas presentes em quase todos os seus trabalhos, pelo que salientou a existência de um “infinito número de sentimentos que as pessoas podem imaginar ou sentir ao ouvirem a mesma música”.

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1 Comentário Feed

vila-realense · escreveu em 19-02-2010 às 11:42:39
Foi um concerto de grande qualidade.
É um excelente músico e profissional
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