Página Inicial | Quinta-Feira, 29 de Julho de 2010

Distrito de Vila Real // Centro de Respostas Integradas ultrapassou metas de 2009 Por: Frederico Correia / Secção: Actual / 21-01-2010 Imprimir Enviar a um amigo

Foto: Frederico Correia
Futuro passa pelos “Clubes das Independências” nas escolas e na redução de danos

Findo mais um ano é tempo de apontar objectivos para o que está praticamente no início. O Centro de Respostas Integradas (CRI) de Vila Real já fez as contas a 2009, um ano de consolidação da nova equipa directiva, e o “balanço é claramente positivo”. Por isso, para o novo ano resta a consolidação das actuais respostas sociais, mantendo a cooperação institucional como uma prioridade, e avançar nos caminhos da prevenção e redução de danos. Para o director do CRI, Armindo Liberal, se o balanço for apenas um olhar simples sobre os números, bem se pode dizer que foi um ano em que se superou todas as exigências. Em dois exemplos, os números falam por si. No que toca a consultas, eram exigidas 9 600 e o CRI fez 10 117, nos três centros urbanos de Vila Real (5 472), Chaves (4 074) e Alijó (570). Ou então no número de novos utentes que deveriam ser pelo menos 120, mas, contas feitas, o número de 2009 rondou os 240. No entanto, apenas é positiva a resposta, já que se as consultas existem é porque os casos também. Neste sentido, o núcleo começou o trabalho no programa de redução de danos com a participação nos eventos académicos de Vila Real que privilegiam o aconselhamento, como o controlo no consumo de álcool ou o uso de preservativo. A reinserção, através do Programa Vida-emprego, é outra das frente a ser consolidada. “Este apoio resultou de uma assunção clara das prioridades desta nova direcção, porque esta resposta estava parcialmente parada nos últimos tempos e foi reactivada, com a contratação de mais um técnico”, explicou Armindo Liberal. A nível de aproximação do CRI à sociedade, como pode ser considerado o relacionamento inter-institucional, estão já garantidos vários pontos. Através de um protocolo com o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, está agora mais facilitado o acesso à metadona por doentes que entrem nas unidades de Vila Real, Chaves, Peso da Régua ou Lamego. “Primeiro precisávamos de levar a metadona até às unidades, mas agora já está disponível na farmácia dos hospitais, para que qualquer utente que seja atendido tenha a metadona no local. É uma agilização de processos que ajuda muito.” Outra das parcerias foi com os estabelecimentos prisionais do distrito vila-realense. “Em Vila real, damos já consultas de psicologia e, em Chaves, os utentes deslocam-se às nossas instalações. Há também a distribuição de metadona nestes estabelecimentos prisionais”, apontou o director do CRI. Quanto a protocolos que em breve estarão consumados, estão directamente ligados à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com quem será feita uma recolha de dados nos 23 concelhos abrangidos pelo CRI, com os Agrupamentos de Saúde e ainda com as autarquias de Alijó e Lamego. Com os Agrupamentos de Centros de Saúde do Douro e Alto Tâmega e Barroso, o CRI pretende constituir uma rede de referenciação dos problemas ligados ao álcool, uma nova valência. “Os centros estão nesta rede e serão referenciados os doentes mais graves. Depois, com a deslocação dos nossos técnicos há a possibilidade que os utentes tenham as suas consultas e depois possam ser vistos pela nossa equipa nos seus centros de saúde.” Relativamente a Lamego e Alijó, Armindo Liberal quer em 2010 consumar a estratégia definida para estes concelhos. Em território alijoense, o CRI tem já a funcionar ajuda na área do Programa de Metadona e consulta de enfermagem, mas quer abranger também a consulta de psicologia e o serviço social. Já em Lamego, a instalação de um núcleo está apenas atrasado devido ao plano nacional de contingência da Gripe A.

Prevenção em meio escolar

Para 2010, a “obrigação” será sempre manter ou aumentar estes números, mas também reforçar outras áreas. Armindo Liberal defende que a inclusão das escolas na área da prevenção é fundamental e, por isso, quer ver criados em vários estabelecimentos de ensino “O Clube das Independências”. “Pretendemos ter um grupo de interlocutores em meio escolar que, em articulação com o CRI, desenvolva actividades que têm a ver com prevenção. Não começaremos em todas, mas vamos avançar já com algumas”, explicou o director do CRI. Quanto à redução de danos, serão intensificadas as actividades desenvolvidas em 2009 e, no que toca à reinserção, o CRI espera pela recolha de dados “para saber quais as necessidades e actuar”. “Poderá passar, por exemplo, por criar equipas de rua ou centros de dia, pelo menos em Chaves e em Vila Real, para pessoas que precisem de estar ocupadas.”

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