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. // Por um melhor clima Por: Calado Rodrigues / Secção: Editorial / 20-12-2009 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

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Bento XVI desafia a humanidade a desenvolver uma consciência ecológica e empenhar-se na defesa do ambiente “para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos”. Na recta final da Cimeira de Copenhaga, dedicada às alterações climáticas, no passado dia 15 o Vaticano divulgou a Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, que se celebrará no próximo dia 1 de Janeiro, dedicada ao tema “Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação”. A urgência do tema é justificado pela constatação de que “um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável”. A Mensagem afirma claramente que “proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa”. Mas, alguns têm maiores responsabilidades. O Papa sublinha a “responsabilidade histórica dos países industrializados”, contudo também “os países emergentes não estão exonerados da sua própria responsabilidade para com a criação, porque o dever de adoptar gradualmente medidas e políticas ambientais eficazes pertence a todos”. Entre os principais desafios que os países têm de enfrentar para preservar o ambiente prende-se com os recursos energéticos. Bento XVI desafia os políticos a delinearem “estratégias compartilhadas e sustentáveis para satisfazer as necessidades de energia da geração actual e das gerações futuras” e apela às “sociedades tecnologicamente avançadas” que favoreçam “comportamentos caracterizados pela sobriedade, diminuindo as próprias necessidades de energia e melhorando as condições da sua utilização”. Devem também os países fazerem “uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento” e reflectirem sobre “o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações”. Contudo, não compete, somente, às nações e aos seus governantes a defesa do ambiente, é uma responsabilidade de todo e cada cidadão. “É cada vez mais claro que o tema da degradação ambiental põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico. Torna-se indispensável uma real mudança de mentalidade que induza a todos a adoptarem novos estilos de vida”, afirma o Papa, que recomenda e encoraja uma “educação para uma responsabilidade ecológica”. Para além de uma educação para a ecologia, “a humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural; precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos”. Para o bem do planeta e de toda a humanidade, seria bom que os participantes na Cimeira de Copenhaga, em particular os governantes dos países mais responsáveis pela degradação do ambiente, escutem os apelos do Papa e se empenhem em promover políticas mais amigas do ambiente.

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1 Comentário Feed

filipe noronha · escreveu em 21-12-2009 às 18:51:41
Ex.mo Director
Começo a gostar da atitude do Papa, fala uma linguagem que todos entendem, fico até surpreso depois do que dele se disse, como é ovacionado na Praça de S. Pedro e nas recepções oficiais... afinal a nossa mesquinhez de apreciação deixa muito a desejar... aprecio o elã! Afinal Deus não será apenas "ex machina"...
Votos fraternos no Supremo Arch.
Festas felizes
Noronha
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