. // Que o rio corra a nosso favor Por: / Secção: Editorial / 04-11-2009 · 4 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo
.Coincidência ou não, na mesma semana em que um documentário sobre a construção da Barragem e o consequente encerramento da Linha do Tua ganhou seis prémios em dois festivais nacionais, logo a EDP apareceu pela região a assinar protocolos e a prometer benefícios, financeiros e outros, para os transmontanos. Ficámos a saber que as iniciativas em curso na região resumem-se a um autocarro que pretende sensibilizar para “a utilização racional da electricidade” e na distribuição de cem mil euros, pelas instituições dos concelhos das “áreas de influência dos reforços de potência e construção de novas barragens”. Ora, segundo a EDP, serão privilegiados os dez concelhos de Alfândega, Alijó, Carrazeda, Macedo, Miranda, Mogadouro, Mirandela, Murça, Moncorvo e Vila Flor. É melhor que nada. Mas, se cem mil euros já é muito pouco para um objectivo tão ambicioso como “a melhoria da qualidade de vida, em particular de pessoas socialmente desfavorecidas, e a integração de comunidades em risco de exclusão social”, então que dizer, por exemplo, de cem mil a dividir por dez, se de cada concelho for aprovado um projecto? Quanto a projectos futuros, foram assinados três protocolos, envoltos em muito boas intenções, mas que só vendo é que poderemos avaliar se trarão algo de bom e verdadeiramente positivo para a região. Cheira um pouco a um “bodo aos pobres”. Não é com iniciativas desgarradas, como estas, que se compensa a região, pelo enorme contributo que tem dado ao país na produção da energia eléctrica. Mais de dois terços da energia hidroeléctrica é produzida na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sugeria à EDP que, antes de qualquer outra medida para compensar a região, se encontrasse uma forma de a riqueza produzida em Trás-os-Montes e Alto Douro ser indexada aos respectivos concelhos, e não a Lisboa, a sede da Eléctrica Portuguesa, bem como que os impostos relativos a essa produção fossem pagos nos respectivos municípios. Corrigida esta injustiça, então, para além das iniciativas em execução e em fase de lançamento, que soam a pouco, desenhem-se outras iniciativas que efectivamente gerem emprego e promovam a fixação da população nas zonas despovoadas e envelhecidas do interior. Uma, em fase de lançamento, já vai nessa linha. Esperemos que não se fique pelo papel do protocolo, mas seja verdadeiramente eficaz na promoção do emprego na região. Trás-os-Montes e os transmontanos agradecem.

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4 Comentários
Será que para aparecer " logo após" e assim tão rápido, ela veio para subornar alguém para que se começe rapidamente a construção da barragem ?
Ou será também que tem medo que após a visualização do documentário possa mexer com consciências adormecidas para todas estas questões ?
Ou serão ambas as questões ?
Pois bem, as barragens estão mais do que confirmadas que trazem, na sua grande maioria, muitos problemas para todos os portugueses, tais como que quem paga os custos de tudo issso somos todos nós, com os nossos impostos e que nada lucramos disso, muitos problemas de saúde e ambientais. Quanto à questão de desenvolvimento da região é puramente mentira e mentirosos ou aldrabões, como lhe queiram chamar, são quem o diz, já que toda a mão-de-obra trazem-la com eles durante a referida construção e após esta, então ainda pior, não terá l´ninguém, pois ela a ser construida, será controlada pela barragem de Bagaúste, aquela que fica perto da cidade da Régua para quem não sabe onde fica. Por isto tudo só se pode afirmar que de sérios não têm nada e de tranparência ainda pior, já que existe muita coisa escondida. Só esperemos que mais não se descubra que houve muitas " falcatruas " com possíveis " luvas ". Só posso dizer que quem não conhece a realidade desta região que esteja calado e vá fazer uma barragem junto ao Mosteiro dos Jerónimos, já que o património nacional não vale nada para os politicos, então que a façam lá e deixem os transmontanos viver condignamente e não os assassinem, afogando-os nas águas assassinas pelas mãos assassinas.
Digo uma "obra grande" porque envolveria milhões canalisados para as algibeiras de uns amigos, até já bem servidos, e os transmontanos, em geral, levariam o mesmo de sempre: NADA!!!!... é claro que promessas, protocolos, empregos.. etc etc... isso nunca faltou na mesa do rei!!..
É lamentável que se argumenta e se prometa de forma pouco ou nada séria!!.. é lamentável que não se coloquem na mesa "cartas muito transparantes" e se mosrem vantagens e desvantagens das tais obras!!... tenho o direito de dizer que vantagens decorrentes da tal barragem devem ser muito poucas, ou nenhumas!!!... só o tempo o demonstrará!!..
Também desejo que o rio corra a nosso favor o que só acontecerá se continuar a correr tal como "veio ao mundo!!..", despidinho de falsas roupagens, correndo no leito que sempre o acarinhou.
Creio que os transmontanos e os portugurese em geral estão fartos e cansados de mentiras e falsas questões.
Respeitosamente
Digo uma "obra grande" porque envolveria milhões canalizados para as algibeiras de uns amigos, até já bem servidos, e os transmontanos, em geral, levariam o mesmo de sempre: NADA!!!!... é claro que promessas, protocolos, empregos.. etc, etc... isso nunca faltou na mesa do rei!!..
É lamentável que se argumenta e se prometa de forma pouco ou nada séria!!.. é lamentável que não se coloquem na mesa "cartas muito transparentes" e se mostrem vantagens e desvantagens das tais obras!!... tenho o direito de dizer que vantagens decorrentes da tal barragem devem ser muito poucas, ou nenhumas!!!... só o tempo o demonstrará!!..
Também desejo que o rio corra a nosso favor o que só acontecerá se continuar a correr tal como "veio ao mundo!!..", despidinho de falsas roupagens, correndo no leito que sempre o acarinhou.
Creio que os transmontanos e os portugueses em geral estão fartos e cansados de mentiras e falsas questões.
Respeitosamente