Trás-os-Montes e Alto Douro // Incêndios em vários concelhos Por: / Secção: Actual / 14-08-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Primeira semana de Agosto com altas temperaturas e grande número de ocorrênciasAs altas temperaturas, aliadas a outros factores, terão contribuído para que no período na última semana de Julho e duas primeiras de Agosto se tivessem registado, na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, um grande número de incêndios, distribuídos pelos vários concelhos dos distritos de Bragança e Vila Real. Alguns destes fogos, como o que deflagrou na Lousa, concelho de Torre de Moncorvo, no passado dia 12, ocorreram durante a noite. A causa deste fogo ainda não foi apurada. Segundo a Autoridade Florestal Nacional, de 30 de Junho a um de Agosto, registaram-se, no distrito de Bragança, 57 fogos florestais, dos quais resultou uma área ardida de 64,36 hectares (8,8 de povoamentos e 55,46 de matos). Nos mesmo período, no distrito de Vila Real, registaram-se 96 incêndios florestais, dos quais resultou uma área ardida de 69,36 hectares (29,40 hectares de povoamentos e 39,95 hectares de mato). Grande parte dos fogos de maior dimensão, registaram-se nas três últimas semanas. Só no período compreendido entre o dia um e nove de Agosto, houve 47 incêndios florestais no distrito de Vila Real, que resultaram numa área ardida de 32,7 hectares (10,6 povoamentos e 22,10 de matos). Neste período os incêndios de maior dimensão foram registados em Bilhó, Mondim de basto, Meixido, Montalegre, na Galafura, Peso da Régua, em Bornes de Aguiar e Vreia de Jales, concelho de Vila Pouca de Aguiar, e Passos, em Sabrosa. Registaram-se também vários incêndios de menores dimensões no concelho de Boticas, Mondim de Basto, Murça, Santa Marta de Penaguião, Valpaços e Vila Real. No distrito de Bragança, nesta primeira semana de Agosto, houve 27 incêndios dos quais resultou uma área ardida de 94,63 hectares (15,01 de povoamentos e 79,62 de matos). Os fogos de maior dimensão tiveram lugar Miranda do Douro e Duas Igrejas, no mesmo concelho, Alfândega da Fé e Sambade, em Freixiel, concelho de Vila Flor, Morais, em Macedo de Cavaleiros, Vilar de Lomba e Vila Boa de Ousilhão, em Vinhais e Selores, em Carrazeda. Registaram-se ainda fogos de menores dimensões no concelho de Mirandela, Mogadouro e Torre de Moncorvo. Estes dados não incluíam ainda o incêndio de Lousa, que ocorreu dia 12, neste último concelho.
Bragança e Vila Real com maior área ardida
A Autoridade Florestal Nacional apresentou já o relatório provisório das ocorrências registadas entre um de Janeiro e 31 de Julho, segundo o qual os distritos de Portugal com mais área ardida continuam a ser os distritos e Vila Real (4365 hectares) e Bragança (3176 hectares). Tirando o distrito de Braga, todos os outros registaram uma área ardida inferior a dois mil hectares. Em Vila Real, os 580 fogos florestais e 618 pequenos fogachos, registados desde o início do ano, causaram a destruição de 1291 hectares de povoamentos e 3074 de mato. Em Bragança, os 230 fogos e 247 fogachos destruíram 933 hectares de povoamentos e 2188 hectares de mato. A nível nacional arderam 6324 hectares de floresta e 15351 de mato. Até ao momento, o mês de Março continua a ser aquele em que se registaram mais fogos, em todo o país. Muitos dos grandes incêndios já tem causa estabelecida, tendo alguns origem intencional e outros origem negligente. Foi apurado que um incêndio, ocorrido em Padrela e Trazem, concelho de Valpaços, a 21 de Março, teve origem intencional. Intencional terá sido também um incêndio que ocorreu em Celas, concelho de Vinhais, no dia 22 de Março. Na mesma data, foram identificados como negligentes fogos ocorridos em Montalegre, São Salvador de Viveiro, Boticas, e Tuizelo, Vinhais. Em investigação está ainda um fogo ocorrido a 22 de Março em Covas do Barroso, Boticas.

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