Vila Real // Óleos alimentares e veículos abandonados com destino Por: / Secção: Actual / 13-08-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Serviço de recolha de óleos usados será alargado a todas as freguesiasA autarquia de Vila Real está a tentar implementar um sistema mais abrangente para a recolha de óleos usados e aumentar a taxa de reutilização para a produção de biodiesel. Actualmente, já há vários oleões distribuídos por estabelecimentos de restauração da cidade e um na sede da Empresa Municipal de Águas e Resíduos (EMAR), mas a autarquia pretende alargar o serviço a todas as freguesias. Quanto ao novo regulamento de retirada de veículos abandonados das ruas, já está em funcionamento. Antes de ter sido, recentemente, definida a lei que impõe a criação de redes municipais de recolha de óleos usados até 2011, ainda não publicada em Diário da Republica, já o município de Vila Real testava a possibilidade de recolha. Em alguns pontos estratégicos da cidade, com a colaboração de estabelecimentos de restauração, e depois com a disponibilização de um oleão “comum” na sede da EMAR, Vila Real já tem uma ampla cobertura na recolha deste produto. A adesão da população à recolha dos óleos alimentares, com grau poluente elevado, levou a autarquia a ponderar o alargamento da recolha. “Temos como meta a curto prazo instalar pelo menos um oleão por cada freguesia e também um oleão por cada escola”, referiu Miguel Esteves, vereador do ambiente da câmara de Vila Real. Devido às características do produto, os oleões não podem ser instalados na via pública, como acontece com os ecopontos. “Basta alguém colocar lá um fósforo e dado o poder combustível e calorífico do óleo era um ‘desastre’ ecológico”, explicou. Actualmente, ainda ano constitui uma fonte de receita, sendo este serviço apenas considerado como mais-valia ambiental. “Vamos ver como evolui este mercado, mas para já não é mau que os óleos não entrem na rede de saneamento”, lembrou. Quanto ao regulamento municipal de “limpeza” da via pública das viaturas abandonadas, Miguel Esteves garantiu que “já está em marcha”. “Começámos há pouco mais de uma semana a retirar diversos veículos abandonados que estavam em lugares de estacionamento.” O processo implica a colocação de um aviso e, caso não haja resposta por parte do proprietário no prazo de 48h, o veículo é retirado. “Ultrapassado esse tempo, o veículo é legalmente retirado e vai para um depósito de veículos, que neste momento é da empresa Mirapapel, em Mirandela”, garantiu o vereador. Já neste “depósito” automóvel, os veículos esperam mais 45 dias por uma resposta dos seus proprietários entretanto contactados pela entidades legais. “Se o proprietário quiser o veículo terá de pagar as taxas devidas pela remoção do mesmo, se não quiser, o veículo é dado como fim de vida e vai para abate, sem qualquer penalização”, explicou. Neste momento, a autarquia prepara um estudo para apresentar “uma estimativa daquilo que se está a fazer e do número de lugares de estacionamento que vão ficar à disposição”, avançou Miguel Esteves.

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