Ensino Superior // Revisão do Estatuto não afecta docentes do IPB Por: / Secção: Actual / 03-07-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Sobrinho Teixeira garante que “há condições de salvaguarda” e que a nova lei vem dar mais força aos politécnicos. Greve dos docentes está marcada de 6 a 10 de JulhoSobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos e do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), admite não estar preocupado com a revisão do Estatuto da Carreira Docente. O Sindicato Nacional do Ensino Superior entregou, na passada segunda-feira, um pré-aviso de greve, agendada já para a próxima semana, de 6 a 10 de Julho. Em causa está, sobretudo, o processo concursal a que todos os docentes do ensino politécnico serão sujeitos para integrar a carreira. Há docentes a trabalhar há 10 ou mais anos, em situações precárias, que agora vão ter de se sujeitar a um concurso internacional para entrar nos quadros. Sobrinho Teixeira considera que esse é um dos aspectos em que se podia ter “avançado mais” e compreende que os profissionais nesta situação estejam apreensivos: “temos quadros muito exíguos, planeados há dez anos atrás, e temos um calvários de professores equiparados, que se mantêm nessa situação, sem vínculo, sob renovação anual ou bianual, num processo de incerteza continuado, alguns há mais de 15 anos”. No entanto, o responsável é da opinião que o novo estatuto assegura condições de salvaguarda pois estão previstas renovações automáticas, entre dois a quatro anos, consoante a qualificação dos docentes. Tendo em conta que o IPB, segundo o presidente, tem o maior número de docentes com doutoramento, a situação para os professores do instituto não será problemática. Pelo contrário, Sobrinho Teixeira está convicto que o que pode vir a acontecer é que o IPB perca docentes para outras instituições de ensino superior. “Pessoalmente não estou minimamente preocupado porque o IPB tem o melhor corpo docente de todo o sistema politécnico e, como tal, não devem recear a submissão a um processo concursal. O meu receio é poder vir a perder alguma massa crítica para outros locais”, apontou. Sem criticar a greve convocada até porque se trata de um direito inalienável, conforme referiu, Sobrinho Teixeira não deixou de comentar que na base dos protestos poderá estar a falta de informação ou má interpretação da lei. “Muito sinceramente, dá-me ideia que os docentes não terão lido o estatuto ou que terão feito uma leitura um pouco apressada”. É que, segundo afirmou, o novo estatuto vem até “dar mais força” ao ensino politécnico. “O estatuto propriamente dito é um avanço para o ensino politécnico porque prevê um estatuto único em que as condições de acesso ao ensino politécnico e universitário são idênticas”, apontou. A lei prevê que só possam ingressar no ensino politécnico professores com o doutoramento e através da realização de um concurso internacional. Como presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Sobrinho Teixeira participou nas reuniões com o Ministério da Ciência e Ensino Superior e pode garantir que já há autorização para ser feita a renovação dos doutorados por quatro anos. Aos que vão iniciar o doutoramento será renovado o contrato por dois anos com possibilidade de renovação automática por mais dois anos.
Sobrinho volta a recandidatar-se à presidência do IPB
Depois de três anos de mandato, terminados na semana passada, Sobrinho Teixeira anunciou já a intenção de voltar a recandidatar-se à presidência do Instituto Politécnico de Bragança. Na base da recandidatura está a “vontade de prosseguir na continuidade do trabalho desenvolvido” e na afirmação do IPB a nível nacional e internacional. Recorde-se que Sobrinho Teixeira é também o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. As eleições deverão ser marcadas pelo novo conselho geral, presidido por Dionísio Gonçalves.

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