Macedo de Cavaleiros // Feira de S. Pedro termina este Sábado Por: / Secção: Actual / 03-07-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Associação Comercial pediu mais apoios para a realização de outros certames como a Feira Transmontana do EmigranteTermina já este Sábado a 26ª edição da Feira de S. Pedro, em Macedo de Cavaleiros. Apesar do mau tempo, o certame continua a atrair à região milhares de pessoas, entre visitantes e expositores. O cartaz musical é um dos factores que está na origem deste fenómeno, como foi patente logo no primeiro dia de abertura em que milhares de pessoas quiserem ver a actuação do músico Tony Carreira. Este ano, no entanto, a enchente pode também ser explicada através da estratégia de redução do preço do bilhete de entrada para 1 euro por dia, independentemente do espectáculo agendado. Para António Cunha, presidente da Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros, a afluência de visitantes é a “prova” de que a Feira de S. Pedro está a seguir um “modelo correcto”. O presidente repudia assim as críticas que têm vindo a ser feitas à organização do certame e diz mesmo só aceitar reparos vindos dos expositores. “A única crítica que levamos em linha de conta é a dos expositores pois o objectivo da feira é atrair expositores e fazer com que eles se sintam recompensados por participarem e, ao mesmo tempo, atrair público que justifique o investimento e estes são objectivos que temos conseguido atingir”, apontou durante a abertura do certame, no passado sábado. Também Beraldino Pinto, presidente da autarquia local, considera que o modelo seguido pela organização ao longo destes anos tem permitido “fidelizar” expositores e visitantes. O autarca considera mesmo que a Feira de S. Pedro é já a referência dos certames da região, certame que este ano, contra o que era tradicional, conta com menos expositores de máquinas agrícolas e de empresas de construção, mas com mais expositores de artesanato, do ramo automóvel e da área dos serviços. António Cunha explica que esta redução nada tem a ver com a organização da feira em si, mas antes com a crise que tem vindo a afectar o ramo dos tractores e das empresas de construção. Convicto que o sucesso da Feira de S. Pedro assenta na parceria entre a Associação Comercial e a autarquia, António Cunha pede que, futuramente, a câmara apoie a realização da Festa Transmontana do Emigrante e de outros eventos promovidos pela associação em prol do tecido empresarial local.
Remodelação urbana em curso
A cidade de Macedo de Cavaleiros vai finalmente ganhar uma nova central de camionagem. A novidade foi avançada durante a abertura oficial da Feira de S. Pedro e integra-se num projecto da autarquia que prevê profundas remodelações em alguns bairros da cidade. A nova central de camionagem vai ficar junto ao futuro Centro Escolar. A par com esta obra, a autarquia quer ainda construir uma estação de serviço para auto-caravanas e uma nova zona de estacionamento, com novas vias de acesso. Ao mesmo tempo, a nível do turismo, estão a ser desenvolvidos esforços para lançar uma rota turística ligada à História do concelho: a Rota dos Cavaleiros de Malta. O projecto será apresentado em breve e poderá vir a ser desenvolvido com a vizinha Espanha. Ainda na área do turismo, Beraldino Pinto referiu que existem várias “intenções de investimento” em hotelaria que ainda não se concretizaram devido à crise. Por outro lado, há investimentos pensados para a albufeira do Azibo mas que terão algumas dificuldades em avançar devido aos condicionalismos inerentes àquela área protegida. Já na área da saúde, o autarca revelou que o Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros tem em mãos um projecto para a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados. A candidatura já terá sido apresentada e tem financiamento assegurado.
Autarca critica atrasos da auto-estrada
A abertura de mais uma edição da Feira de S. Pedro foi o momento aproveitado pelo autarca local para tecer duras críticas aos atrasos na construção da Auto-estrada transmontana, do IP2 e do IC5. Beraldino Pinto considera que Macedo de Cavaleiros é um concelho “estrangulado” que necessita dessas acessibilidades para poder desenvolver-se. “Foram tantos anos a reivindicar as acessibilidades que este ano pensávamos já não tocar no assunto”, lamentou o edil. Um atraso que Luís Vaz, ex autarca macedense e deputado socialista pelo distrito na Assembleia da República, justificou com as demoras que sempre existem nas aberturas de concursos públicos e posteriores adjudicações a empreiteiros. “Posso garantir que ninguém mais que o Governo está aborrecido com estes atrasos. Os concursos públicos têm sempre atrasos mas as obras estão entregues. Agora é uma questão do empreiteiro começar as obras e executá-las dentro do prazo”, apontou. Luís Vaz acusou ainda a autarquia de não ter tido um papel “mais activo” na reivindicação da ligação da zona industrial ao IP2 e IP4 que, garante, “podia estar feito há pelo menos dois anos se a atitude da autarquia fosse mais activa”. Ainda assim, o deputado esclarece que dentro das acessibilidades prometidas pelo Governo para o distrito está garantida a ligação da zona industrial macedense.

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