UTAD // Maratona da poupança energética Por: / Secção: Actual / 30-04-2009 Imprimir Enviar a um amigo
No próximo ano, a academia poderá competir com dois veículosNão será novidade a presença da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) na edição de 2009 daquela que pretende ser a maratona automóvel com melhor aproveitamento energético. Vinte alunos da academia transmontana desenvolveram um novo protótipo para percorrer mais de mil quilómetros com um litro de combustível. A Shell Eco-marathon começou em 1939 e, desde então, o desafio aos “barras” em mecânica e electrónica representa mais do que um objectivo, chega a ser uma questão de prestígio. A UTAD participou pela primeira vez em 2000 e, este ano, na Alemanha, entre 7 e 9 de Maio, volta a repetir a presença. “Pretendemos, desde logo, superar os resultados do ano passado. Em 2008, fizemos 682 quilómetros com um litro de combustível. Agora, pretendemos chegar aos quatro dígitos”, garantiu Bruno Pires. Na edição anterior, em França, a pista era “convencional”, com várias curvas, rectas e as naturais descidas e subidas. No entanto, em 2009 tudo será diferente. “A pista será oval e isso levou a que tivéssemos que construir um carro novo, desde logo com o seu estreitamento”, explicou o chefe de equipa. Quem não mostrava grandes receios na hora da apresentação pública da “máquina” era Ariana Ferreira, o único elemento feminino da equipa, responsável pela tarefa de pilotar o automóvel. “Já aconteceu os carros capotarem, mas o regulamento é muito exigente quanto às regras de segurança, como corta-fogo e corta-corrente, por isso, é muito seguro.” Sobre as diferenças em comparação com o carro do ano anterior, Ariana Ferreira ficou satisfeita. “Com a alteração dos moldes da pista, o novo carro tem uma direcção mais leve, o que torna a condução mais fácil. Além disso, apenas terei de virar para a esquerda, devido ao formato oval da pista.” O custo deste projecto ficou-se pelos seis mil euros e terá de competir com carros de orçamentos largamente superiores. Essas diferenças acabam por se reflectir nos resultados. Por exemplo, o projecto vencedor em 2008 fez mais de três mil quilómetros, mas o chefe de equipa da UTAD desvalorizou. “Desde o momento que conseguimos ir para a prova, com um carro construído totalmente por nós, o balanço terá de ser sempre positivo. No entanto, temos de ter objectivos, para podermos dizer que evoluímos”, destacou Bruno Pires. Mais do que a competição, a presença nesta maratona representa para os alunos a oportunidade de aprender “fazendo”. “A área de engenharia mecânica é muito vasta e, assim, podemos aprender muito mais áreas que não temos na Universidade. A UTAD não tem ramo automóvel, mas assim temos essa área, com a supervisão da instituição”, destacou Bruno Pires.
Planear já 2010
Para este ano, a equipa aumentou de dez para 20 alunos, mas muitos outros tiveram que ficar de fora da iniciativa. “Não podemos ter uma equipa mais numerosa, até pelas despesas de viagens e seria injusto ter pessoas na equipa que depois não poderiam ir assistir ao resultado final, que é a corrida”, referiu o chefe de equipa. Posto isto, o projecto para o próximo ano já está a ser delineado e pode ter surpresas. “Muito provavelmente teremos de construir dois carros. Como não podemos participar com dois na mesma categoria, estamos a estudar a possibilidade de fazer um protótipo de quatro rodas, mantendo o actual que tem apenas três”, confidenciou Bruno Pires.

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