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. // O sol só nasce para alguns Por: Calado Rodrigues / Secção: Editorial / 29-03-2009 · 1 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

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José Sócrates implorou aos portugueses que instalassem painéis solares nas suas habitações. Já em Fevereiro tinha anunciado um tríplice benefício para quem optasse por aproveitar a energia solar para aquecer a água. No debate quinzenal na Assembleia da República anunciou que as famílias iriam pagar “menos de metade do custo do equipamento” graças ao programa que o governo iria implementar. Como resultado desse investimento iriam ver “a sua factura energética anual reduzir-se em mais vinte por cento” e teriam ainda “um benefício fiscal de trinta por cento do custo de investimento do primeiro ano". À primeira vista parecia um bom incentivo, que todas as famílias portuguesas deviam aproveitar, até porque teriam uma linha de crédito, caso não tivessem disponível a verba necessária ao investimento. Quem teve a preocupação de se informar sobre esta iniciativa orçamental,logo descobriu que nem tudo são rosas. Para começar, não se pode adquirir o equipamento em qualquer empresa de aquecimento, mas é-lhe imposto que o compre a uma empresa estatal. Aí uma pessoa começa a interrogar-se. Então e se há alguma avaria, sobretudo quem mora no interior, longe dos grandes centros, quem garante a assistência? Suponhamos que a assistência é garantida e funcionará. Mas que tipo de equipamento é instalado? Será o mais adequado e o mais eficiente, já que a empresa não tem concorrência? Há técnicos que dizem que o equipamento não vale o preço que é pedido. Então o melhor é pedir orçamento a empresas conhecidas. Chega-se à conclusão que se consegue instalar um equipamento, tão bom ou melhor, a metade do preço, deixando de compensar o apoio estatal com cinquenta por cento de desconto. Mesmo assim, compensa investir em painéis solares, porque ainda se podem aproveitar os outros dois benefícios, mesmo não aderindo ao programa estatal. Parece ser verdade que os painéis solares poderão reduzir em vinte por cento os custos com a energia. Também, enquanto o Governo não alterar os benefícios fiscais, pode-se ir buscar aos impostos pagos, cerca de trinta por cento do investimento. Contudo, apesar de o preço não compensar, quem não tiver o dinheiro disponível para o investimento, poderá pôr a hipótese de aproveitar a linha de crédito disponibilizada pelo governo, na compra dos painéis por ele propostos. Ao analisar os juros pedidos, rapidamente, se percebe que são altíssimos, comparados com os que se podem conseguir fora deste programa governamental. Então o melhor é fazer o investimento com o recurso a outro crédito e comprar noutra empresa, se possível perto de nós, contribuindo assim para o desenvolvimento da nossa terra e para a manutenção dos postos de trabalho dos nossos conterrâneos. Na última semana, o Primeiro ministro veio apelar à instalação de painéis solares fotovoltaicos, agora adquiridos na empresa “Energie” ou semelhantes aos que a empresa produz. Estes painéis não se destinam ao aquecimento de água, mas à produção de energia eléctrica. Contrariamente ao primeiro programa, já não é uma empresa estatal mas privada, e que, segundo diversos técnicos, entre os quais, um antigo governante socialista, Oliveira Fernandes, está a fazer publicidade enganosa. Todos devemos ser sensíveis aos apelos do Primeiro-ministro e, ao fazermos o aproveitamento da energia solar num país como o nosso, com tanto sol, estamos a contribuir para uma gestão mais inteligente dos recursos energéticos e a garantir muitos empregos em Portugal, mas antes de aderirmos aos programas propostos pelo governo devemos fazer bem as contas para não estarmos a comprar gato por lebre.

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1 Comentário Feed

jf · escreveu em 04-04-2009 às 00:47:24
este comentário tem algumas incorrecções que não ajudam ao esclarecimento público. Vai haver opção de escolha sim, não se sabe é como. Os equipamentos são chave-na-mão (instalados e manutenção 6 anos) pelo que é impossível que existam no mercado equipamentos equivalentes e com a mesma qualidade mais baratos. A energie não é fotovoltaico, mas sim termodinâmicos, ou melhor uma bomab de calor aerotérmica, que tb não é soar...
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