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. // Requiem ao Funzone Por: Calado Rodrigues / Secção: Editorial / 22-02-2009 · 2 comentário(s) Imprimir Enviar a um amigo

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Há circunstâncias em que preferiria não ter tido razão. Infelizmente o tempo veio dar razão às suspeitas levantadas pelo Mensageiro, em relação ao faraónico projecto Funzone. Não nos surpreendem as declarações do presidente da câmara de Alfândega, à Lusa, em que afirma que o projecto está “definitivamente abandonado”. Infelizmente vieram-se a confirmar muitas das dúvidas que despoletámos há alguns meses, na opinião pública regional e nacional. Preferíamos que o projecto tivesse seguido o seu normal desenvolvimento, ter-se iniciado a sua construção no segundo trimestre de 2007, como previsto, e que ele já estivesse a funcionar desde o Verão de 2008. Pessoalmente eu preferia ter de reconhecer o nosso erro e felicitar o presidente de Alfândega pela feliz iniciativa, do que virem a confirmar-se as nossas suspeitas em torno do projecto “Fun”. Não é com alegria que vemos esfumar-se mais um investimento anunciado e reanunciado para a região, mas é uma vitória com um sabor bem amargo. Mais uma vez corremos atrás de um sonho que nos venderam e acordámos no meio de um grande pesadelo. Afinal, foi mais um “mega-investimento” anunciado para a região, que inchou dos 70 milhões de euros, previstos inicialmente, para os 250 milhões, numa das últimas apresentações, para se esfumar em nada, deixando muitas questões por responder. Tentámos obter essas respostas junto da autarquia. Até ao momento ainda não as recebemos, esperamos que dentro da próxima semana sejamos esclarecidos e assim possamos esclarecer os nossos leitores. Esperamos poder esclarecer os nossos leitores sobre as alegadas dívidas de Chaby Rodrigues à então Estalagem de Nossa Senhora das Neves, agora, Hotel & SPA Alfândega da Fé. A autarquia devia, também, esclarecer os munícipes sobre o destino que vai ser dado aos terrenos adquiridos para a instalação do Funzone. Uma outra questão que se coloca, com o esboroar deste projecto e com as vicissitudes que atravessam outras iniciativas camarárias, como a Mecapisa e a EDEAF, é a de saber se o actual presidente terá ou não condições para se recandidatar ao cargo. Agora que o projecto se esfumou, interessa esclarecer os nossos leitores que nunca fomos contra este investimento. Saudámos o seu primeiro anúncio e demos-lhe mesmo destaque de manchete. Na terceira apresentação, ainda lhe concedemos as páginas centrais e manchete na primeira, com uma grande fotografia dos seus promotores. Entretanto, as dúvidas avolumaram-se. Da obra nada se via e nas ruas e cafés da vila começava-se a desconfiar do “inglês”. Nas reuniões da vereação e da Assembleia Municipal a oposição confrontava o presidente com questões incómodas e todo o projecto estava, cada vez mais, envolto numa grande nebulosa. Sentimo-nos na obrigação de dar conta de tudo isso à opinião pública. Logo fomos acusados de colaborar com forças ocultas que queriam “encravar” o projecto. Nós continuamos a acreditar que contribuímos para o esclarecimento dos nossos leitores e os alertámos para as dúvidas que envolviam o Funzone. Infelizmente tínhamos razão.

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2 Comentários Feed

Zé Manuel · escreveu em 12-03-2009 às 15:15:02
Não custa nada a quem está a beira de um poço com água com três metros e altura e não sabe nadar: dá-se um empurrão
Fernando · escreveu em 21-05-2009 às 15:31:36
Estou para saber quem foram os culpados !..Agora ja começam a dizer que é capaz de vir.
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